Para você compreender as diferenças entre imagens bitmaps e imagens vetoriais, vamos transportar você à escola...
Lembra-se de quando você estudou ciências na escola, e lhe foi apresentado o átomo? Na verdade, você via um átomo, tampouco ele é de fato como foi descrito. Por outro lado, foi apresentado um modelo, um "faz de conta" que, apesar de não ser o átomo de verdade, permitiu que você compreendesse e pudesse trabalhar com átomos.
De modo análogo, explicaremos a diferença entre imagens vetoriais e imagens bitmap, e programas que trabalham com imagens vetoriais e programas que trabalham com imagens bitmaps (mapas de bits).
O que vamos exemplificar não é realidade absoluta (você precisaria de um bocado de matemática), mas demonstra claramente a diferença entre os dois sistemas.
Como na física, onde um vetor é uma entidade definida pelos atributos direção, módulo e sentido, podemos dizer que, na comunicação visual, os vetores (imagens vetoriais) são objetos definidos, também, por seus atributos.
Assim, de modo simplificado, o objeto abaixo (imagem vetorial) poderia ser definido da seguinte maneira:
Observe que, para guardar esse círculo, não precisamos gravar a imagem propriamente dita, que seriam os pixels (gastaria muita memória).
Se guardarmos os atributos, como "Circunferência", preenchida de "amarelo", contornada por "azul" e com raio de "1 cm", qualquer computador poderia reproduzi-la! Esta é a principal característica de uma imagem vetorial.
Cada vez que o Illustrator (ou outro software vetorial como CorelDRAW, ou o PowerPoint, por exemplo) for carregar uma imagem vetorial, ele lerá, do disco, os atributos e REDESENHARÁ a imagem, claro, obtendo uma idêntica à original!
Ainda, pensando nessa linha, se decidíssemos aumentar o raio para 3 cm, apesar de gastarmos mais espaço de tela, não gastaríamos mais espaço no disco. Afinal, o círculo (os pixels que o compõem) não será gravado no disco. Apenas os atributos!
Uma fotografia digitalizada é um exemplo claro de imagem bitmap. Dificilmente você terá o mesmo efeito apenas com objetos vetoriais. Por isso, o CorelDRAW (e outros do gênero), que é um programa vetorial, aceita a importação de imagens bitmaps, de modo que você possa criar trabalhos misturando os dois tipos de imagens (bitmap e vetorial).
Você também pode usar essa mistura de tipos na criação de ícones. A imagem vetorial dá mais perfeição ao resultado. Ao final, transformando em bitmap, você poderá criar ícones e favicons.
Clique e saiba como criar um favicon.
Claro que o CorelDRAW não trabalha estas imagens do mesmo modo que programas específicos o fazem, como o Corel Photo-Paint, o Photoshop e o próprio Paint do Windows.
Bitmaps são imagens que, apresentadas no monitor, são divididas em pequenos quadradinhos, cada um, com uma cor. Esses quadradinhos chamam-se pixels. Quando se grava na modalidade bitmap, grava-se o conteúdo de cada pixel. Num programa que manipula bitmaps, como o Paint do Windows ou o Photoshop, você pode alterar a cor até mesmo de um único pixel!
Apesar das vantagens para se trabalhar com fotos, ícones, ou outros desenhos, existem algumas desvantagens para os arquivos do tipo bitmap:
No redimensionamento do bitmap
O sistema perde quando precisamos redimensionar imagens. Como os pixels não são redimensionáveis, perdemos pixels ao reduzirmos o tamanho da imagem. De modo oposto, ao ampliarmos uma imagem bitmap, são acrescentados pixels (o programa INVENTA os pixels que são acrescentados). Por isso, por mais sofisticada que seja a interpolação de pixels, imagens bitmaps com tamanho alterado não apresentam qualidade muito boa, especialmente, quando ampliamos.
No armazenamento em disco
Imagine o quanto se consome de disco, numa circunferência com raio de 30 cm, se tivéssemos que armazená-la conforme o exemplo seguinte:
Quadrado da linha 01, coluna 01 = branco
Quadrado da linha 01, coluna 01 = branco
.............................
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Quadrado da linha 18, coluna 12 = azul
Quadrado da linha 18, coluna 12 = amarelo
Quadrado da linha 18, coluna 12 = amarelo
.............................
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Exemplo de ampliação de uma Imagem Vetorial
Observe como fica perfeita a ampliação de uma imagem vetorial. O lápis foi construído (e ampliado) num programa de vetores (CorelDRAW) e não tem o acabamento de uma foto.
Exemplo de ampliação de uma Imagem Bitmap
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Um bitmap pode conter muito mais detalhes e parecer perfeito. No entanto, ao redimensionarmos, poderemos ter perda de qualidade. Na figura, o lápis menor é um bitmap obtido de um desenho vetorial (original). Ao ampliar a o lápis num programa bitmap, como o Paint, por exemplo, note que a qualidade do resultado vai diminuindo.
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